A Pressão para aceitar a Evolução

Crédito imagem: ohiartes


Há uma enorme pressão para aceitar a Teoria da Evolução como um fato, e a mídia é um veículo bastante utilizado nessa pressão, quem não aceita a Evolução é taxado de Ignorante, conservador, fundamentalista, fanático etc.

Veja abaixo um texto cheio de distorções, publicado essa semana, em um blog sobre Ciência do jornal Folha de São Paulo. Em azul o texto do jornalista da Folha, em preto a resposta aqui do Blog.

QUANDO UM JUIZ AMERICANO da cidade de Dover, na Pensilvânia, deu ganho de causa a um grupo de pais que processava uma escola pública por ensinar conceitos criacionistas a seus alunos, cientistas comemoraram. Apesar de ter ocorrido em em um tribunal local, o julgamento vinha sendo coberto por vários jornais dos Estados Unidos, e havia a expectativa de que a vitória, obtida em 2005, fosse se refletir na opinião pública reduzindo a influência de movimentos religiosos conservadores que tentavam sabotar o ensino da teoria da evolução no país

Re: Primeiro erro do jornalista, induzir uma generalização,  ao dizer que cientistas comemoraram. Acho que ele não sabe que também há cientistas que não concordam com a Teoria da Evolução, e como já expliquei aqui, cientista não é ciência.

O ensino da Evolução poderia ser intocável, se ela fosse realmente, no mínimo, uma Teoria Cientifica, o que não ocorre na realidade. Então, se a teoria histórica da Evolução não é conhecimento cientifico, por que ela deveria ser enfiada goela abaixo de todos? 

A crítica em torno da Evolução se dá com o próprio conhecimento cientifico, não é uma discussão Bíblia x Ciência, como o jornalista tenta passar, até porque o objetivo da Bíblia não é ensinar ciência aos humanos, a ciência faz parte do desenvolvimento humano.


Os biólogos que defendiam Darwin, porém, estavam errados em esperar um recuo dos criacionistas. Uma pesquisa de opinião divulgada na semana passada pelo Instituto Gallup mostra que, sete anos depois, 46% dos americanos acreditam que Deus criou a espécie humana do nada. O número é o mesmo de 30 anos atrás, quando o levantamento foi feito pela primeira vez.


Re: Diante da falta de base cientifica do Evolucionismo,e o avanço do conhecimento em comparação com a época de Darwin, esse número é mesmo um absurdo, mas do lado de quem acredita na Teoria da Evolução. 


O que os professores de biologia se perguntam agora é: o que pode ser feito? Por que as pessoas são tão refratárias à ideia da evolução por seleção natural? Por que esforços educacionais e as incontáveis obras de divulgação científica sobre o assunto têm sido inócuas na tentativa de manter o fundamentalismo religioso longe da ciência?


Re:  O que pode ser feito?


Cair na real, que Evolução não tem apoio do conhecimento cientifico! Na falta de uma explicação natural, não adianta deixar isso no lugar, pois muitos irão recusar, acertadamente.


No Brasil, por enquanto, é difícil projetar a tendência de crescimento do criacionismo. Umapesquisa do Datafolha feita dois anos atrás mostra que 25% da população acredita na versão bíblica da origem da humanidade. Não sei se há dados mostrando quantos mais acreditam no “design inteligente”, a teoria criacionista que evita falar em Adão e Eva, mas defende o mesmo ponto.


Num país onde a educação ainda é um direito mal assegurado, dá medo. Muita gente confia que o curso natural da cultura humana fará com que ela abrace a ciência cada vez mais, mas nem sempre é assim. Um exemplo de que retrocessos ocorrem veio da Coréia do Sul, na semana passada. O país não apenas deixou de repelir a influência criacionista na educação como também aceitou demandas de religiosos para expurgar Darwin dos manuais de biologia.


Re:  Chamam de retrocesso, mas isso é uma forte prova contra  os erros que os evolucionistas mais cometem: associar a recusa da Evolução à ignorância, falta de Educação etc. Falam como se não existissem cientistas Cristãos.



A falta de pesquisas de opinião sobre criacionismo ainda torna difícil avaliar o problema em escala global, mas eu me arrisco a dizer que biólogos e educadores sérios, hoje, estão perdendo essa guerra.
Não vou discutir aqui o mérito de grupos conservadores em conseguir espalhar o evangelho do criacionismo. É inútil tentar convencer o inimigo de que sua causa é nociva. Mas acredito que nós, divulgadores da ciência, estejamos cometendo alguns erros.

Primeiro, não são julgamentos espetaculosos em tribunais que vão resolver esse tipo de problema. Cientistas já tinham tentado isso uma vez, em 1925, quando o professor de biologia John Thomas Scopes violou uma lei do estado do Tennessee que proibia o ensino de evolução. Scopes foi absolvido em última instância, mas com uso de uma manobra técnica (o primeiro juiz aplicara uma multa ilegal). O julgamento acabou com os biólogos cantando vitória, enquanto os criacionistas se consideraram “campeões morais”.

Re:  O maior erro está em defender uma pseudociência como Ciência, não precisa procurar outros erros.

É necessário que haja segurança jurídica para o ensino da evolução, sim, mas suspeito que juízes e suas sentenças não têm o poder de mudar a cabeça das pessoas. Logo, acredito que aquilo que está faltando aos professores de ciências é uma estrutura mais proativa para fazer estudantes de fato entenderem de que se trata a evolução. A praga criacionista cresce no terreno fértil do analfabetismo científico. Ironicamente, talvez os educadores tenham algo a aprender com a tática de guerrilha dos grupos criacionistas, que atuam de forma descentralizada para espalhar suas ideias.

Re: Sim, juizes e suas sentenças não tem capacidade de transformar com uma martelada, a mentira da Teoria da Origem das Espécies em verdade.

Na verdade não é o criacionismo que é praga, pois ele é muito anterior à Darwin, grandes cientistas, ícones na história da Ciência, acreditavam num Criador. Posteriormente é que surgiu a praga Evolucionista, baseada na imaginação de um homem, mas sem comprovação cientifica ao longo dos anos.

Nâo há nada que se possa fazer para defender a Evolução, ela é uma especulação frágil, alimentada pela arrogância humana, que não reconhece a inexistência de explicação natural para a diversidade de espécies.

Segundo, é preciso evitar que o combate ao criacionismo se transforme numa cruzada contra a religião em si. Transformar o ensino de evolução em patrulha ideológica só vai fazer com que a rejeição a Darwin aumente. Richard Dawkins, possivelmente o maior porta-voz da luta anti-criacionismo no mundo, adotou essa abordagem ao escrever “Deus, um delírio” em 2006. O livro fez muito barulho ao ser lançado no mesmo ano de “Deus não é Grande“, do ensaísta Christopher Hitchens.

Re: Curioso,  o jornalista repreende a patrulha, mas é o que ele sutilmente faz no texto, chamando quem acredita na Criação de ignorante, e chamando a Criação de praga, entre outras colocações.

Sou bastante cético quanto ao potencial que tais autores têm de converter a turba criacionista. Particularmente, acho incômodo o fato de os dois textos basearem sua argumentação na crença de que a religião torna o mundo um lugar pior para se viver. Não é isso o que a própria ciência diz, e as evidências estão na maior revisão de estudos de sociopsicologia da religião já feita sobre o assunto, publicada em 2008 na prestigiada revista “Science”.


Para resumir, então, acredito que o combate ao criacionismo se beneficiaria de uma atitude mais ponderada dos biólogos. É preciso explicar que a teoria da evolução não está em conflito com uma compreensão religiosa mais sofisticada sobre a natureza, e não se pode embutir a pregação ateísta no ensino da biologia, porque a evolução não se trata disso. Além disso, é preciso mobilizar forças fora do âmbito oficial para dar fôlego ao ensino da biologia. Por que há tão poucas ONGs de educação se dedicando ao problema? Suspeito que as iniciativas para ensinar evolução fora do ambiente escolar estejam em falta. Quantas cidades têm o luxo de possuir um museu de história natural? Os criacionistas já estão começando a se mobilizar para montar osmuseus deles. Os biólogos precisam esperar o dinheiro do Estado para ampliar suas ações?

Re: Com Dawkins, ou sem Dawkins, a Evolução continuará sendo ficção cientifica, das piores.

Os museus que mostram apenas a diversidade de fósseis são irrelevantes para defender a Evolução, pois diversidade não é sinônimo de Evolução, diversidade não contraria Gênesis.


Já as simulações artísticas(marketing evolutivo), podem enganar os mais leigos, porém com o trabalho de divulgação cada vez maior de cientistas que não concordam com a farsa da Evolução, hoje só é enganado quem quer e não tem interesse em fazer uma análise critica dos fatos.


Não há como combater a ignorância sem investir na educação como um bem coletivo, e não há como frear o dogmatismo religioso tentando impor o ateísmo na marra. Se existe um desejo inconsciente dos cientistas de que todos se tornem ateus, talvez ele se realize num mundo onde as pessoas tenham bom repertório cultural e se sintam livres para pensar. Não vejo outro caminho.




Re:  Mesmo o jornalista já tendo se auto-refutado sobre isso durante o texto, ele novamente comete o erro de associar a recusa da Evolução com falta de Educação.  E os PhDs que não a aceitam, são ignorantes também? A Discussão sobre Evolução é feita confrontando o conhecimento cientifico.


Conclusão:  Querem porque querem forçar a aceitação de algo que ignora o próprio conhecimento cientifico. Lastimável.


link do texto da Folha:


http://teoriadetudo.blogfolha.uol.com.br/2012/06/08/os-darwinistas-estavam-errados/



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