Deus e a Matemática - A Inteligência na Natureza

Floco de neve belamente simétrico
Crédito imagem: Radiolab.Org


"Se existe um Deus, ele é um grande matemático" (Paul Dirac)

Esta frase é de um matemático ateu, que ainda que não seja sua intenção, de certo modo ele reconhece evidências de inteligencia na natureza. 

Até pouco tempo atrás boa parte dos matemáticos acreditavam num Criador, os ventos parecem ter mudado de uns 150 anos pra cá, em conjunto com a multiplicação do conhecimento veio também a arrogância para boa parte dos que lidam com ciência, hoje é cool negar a Deus, mas podemos negar algo que é tão óbvio, que são os sinais de inteligencia na natureza?

Um artigo publicado na New Science apontou que alguns tubarões, quando não possuem presas a vista, seguem estratégias matemáticas para a caça. 

                                                                Crédito imagem: Wikimédia Commons
O artigo argumenta que tais tubarões se movem de forma sincronizada e padronizada, forma esta chamada por seus autores de “caminhada Levy” ou, matematicamente falando, geometria fractal. Não há uma definição formal de fractal, visto que não há um termo ou uma linguagem matemática adequada, o fractal  descreve muitas situações que não podem ser explicadas facilmente pela geometria clássica. Grosso modo, um fractal é um objeto que pode ser dividido em partes, cada uma das quais semelhantes ao objeto original. 
Informalmente, podemos dizer que os fractais são semelhantes a irmãos gêmeos idênticos com personalidades diferentes. 

Eles podem apresentar-se sob infinitas formas, não existindo uma aparência consensual. Contudo, há duas características muito frequentes em sua geometria: autossemelhança e complexidade infinita. 

Tais conceitos são usados na arte, na ciência e na construção de tecnologias. Também podemos encontrá-los na natureza: samambaia, couve-flor, brócolis, árvores etc. Essa semelhança seria sempre a mesma, caracterizando um fractal. 

Voltando aos tubarões, os pesquisadores descobriram esse fato rastreando tais animais durante 5700 dias e desenhando seu movimentos. Perceberam que havia uma padronização de movimentos infinitos, caracterizando a geometria fractal. 

O tubarão, uma máquina biológica impressionante, foi programado e equipado para ter esse movimento. Claro que os cientistas céticos sempre tendem a levar esses fatos para a teoria da evolução.

Entre o grupo de céticos existe a alegação de que a natureza não é perfeita, sendo necessária a criação de não uma, mas de várias leis físicas em forma de equações para descrever a natureza. Cada uma delas tem suas falhas, suas incompatibilidades com uma situação real, e que há a necessidade de 3 modelos de mecânica na física para descrever o movimento. 

É muita prepotência humana culpar a natureza por nossa ignorância e falta de conhecimento pleno de seu funcionamento, obviamente que temos que fazer várias tentativas e vários modelos para tentar descrever as coisas.

Conclusão:

Crédito imagem: Cristóbal Vila

A matemática é uma invenção humana porque Deus deu a capacidade para o homem descobrir a inteligência operacional da natureza, mas também deu a ele o direito de ser teimoso e rejeitá-la a ponto de concluir pessoalmente que tudo que existe foi originado de longos e lentos processos aleatórios e ocasionais, guiados por forças cegas sem garantia de sucesso em nenhum deles, tudo dado à própria sorte de existir.

IMPRIMIR ARTIGO

Print Friendly and PDF