O Sábado subjetivo: Doutrina correta?

Crédito imagem: nimbus_2000

Infelizmente, quando alguém tem uma participação por um longo tempo e de maneira ativa num sistema religioso, é muito difícil essa pessoa dar o braço a torcer quando confrontada com erros doutrinários de sua denominação religiosa, às vezes há um certo comodismo em "deixar quieto".

Temos alguns episódios sobre isso no Novo Testamento, em que Jesus confrontou tradições humanas nas próprias sinagogas judaicas, sendo ameaçado por pessoas que estavam afundadas em tradições humanas que não mais tinham a ver com o ensinado pelas Escrituras e pelos respectivos profetas de Deus. 

O Sábado foi uma lei cerimonial entregue aos judeus no período Mosaico, veja como começa o texto em que incluia esse mandamento:

"Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão" 

Êxodo 20:2

"Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro*, que está dentro das tuas portas."

Êxodo 20:10

(repare no grifo acima, mais tarde você vai entender)


Jesus Cristo é a instituição da Nova Aliança, a lei foi cumprida em Cristo, e  partir disso, se fez novo relacionamento com toda a humanidade, sem distinção de Nação. 

Tudo que era para permanecer como transgressões (adultério, roubo, homicídio, idolatrias, homossexualismo etc.), foi enfatizado por Jesus ou por seus discípulos nos documentos primários do cristianismo, e não vemos em nenhum deles alguma ênfase no rito da guarda do sábado.

Abaixo, um texto interessante sobre o caos e o fardo que seria se a doutrina fosse realmente válida nos dias de hoje, uma ordenança que teve o o povo e o momento certo, e jamais mencionado como ordenança por Jesus.




A DOUTRINA DA GUARDA "LIGHT" DO SÁBADO


Décio (editado)

Guarda ou profanação do sábado?
A flexibilidade conveniente...

não há regras para guardar o sábado, há princípios.” (sábado, o selo de Deus- capt. 10 - Peter P. Goldschmidt)

O que é “trabalho” e o que é “fazer o bem”. Bom, se não há regras, mas princípios, o problema é que todos seguem o princípio dentro de seus conceitos
E há variedade, os conceitos de cada um variam sobre o que é trabalhar, o que é fazer o bem, o que é necessário, o que é dispensável. 
Os adventismo usa uma flexível interpretação para o que é trabalho, o que é obra do bem, o que é necessário e o que não é. Regar uma planta no sábado pode ser: “trabalho”, ou pode ser: “dar água de beber a um ser vivo de Deus...” (afinal, não chove também no sábado?) carregar um feixe de lenha para uma senhora pode ser profanação, ou, pode ser: aliviar o sofrimento de uma pobre coitada. 
O ponto-chave da questão da guarda do sábado é: O que se interpreta como “trabalho”? O que se considera “fazer o bem”? Até que ponto uma coisa não depende da outra, ou não está entrelaçada uma coisa com a outra?
Vou citar uma situação que exemplifica bem o ponto sobre seguir um princípio:
Para o transporte coletivo estar funcionando, é preciso os motoristas, e motorista reserva (na garagem), além do fiscal destes. Ônibus, táxis, motos, carros...Ora, assim temos trânsito e rodovias em atividade. (e adventistas também dirigem no sábado) e então é preciso os agentes de trânsito, seguradoras, tele-operadoras, guinchos, borracheiros, chaveiros e mecânicos 24hs... e também os semáforos estarem funcionando; mas estes últimos precisam de energia para funcionar. (E hospitais também).
E para isso é preciso que profissionais da Cia. elétrica estejam em seus postos para manterem o sistema funcionando; sem falar dos eletricistas que estão de plantão para emergências, como black-outs. 

E no meio disso tudo ainda está a comunicação. Chaveiros 24hs podem socorrer viaturas da polícia que tiveram a chave quebrada dentro da ignição. Também em ambulâncias, são as vezes feitos pequenos reparos por mecânicos -24hs, e logo, com essa ambulância em condições, mais uma vida é salva. E para isso ser possível, lá estão funcionários da Cia de telecomunicações em seus postos trabalhando.
Também temos o Serviço de meteorologia que informa previsão do tempo, e ajudam a evitar tragédias com tempestades...então eles fazem o bem ou trabalham? Só o meteorologista faz, ou os assistentes também fazem o bem? É obra do bem só quando alertam para uma tempestade? Mas para isso, é necessário monitoramento 24hs...E quem passa informação a todos, é o serviço de comunicação. (vejam como uma coisa puxa outra.)
Querem ver outro caso? Hospitais e clínicas não podem funcionar sem higiene. E se, enche, (ou entope) o sistema de esgoto ou fossa, e os vasos sanitários ficam indisponíveis, ou, estoura um cano de água nestes estabelecimentos bem no pôr-do-sol de sexta-feira? 
Lá vão os encanadores e limpa-fossas. Ou o hospital fica sem higiene até o fim do sábado? Limpa-fossa faz o bem? Não? Mas que bom que eles “profanam” e atendem 24hs não é?
O que quero mostrar com tudo isso? Que muitas vezes, uma obra depende da outra, que um trabalho puxa outro, e, ou, até se misturam.
 Eu quero Mostrar que é por meio de vários profissionais como: motoristas, taxistas, agente de transito, Cia telefônica, Cia de energia, gás, água e esgoto, encanadores, limpa-fossas, técnicos em equipamento hospitalar, chaveiros, mecânicos, motoristas, meteorologistas e outros, que trabalham no sábado,fornecem os meios, informações, energia, transporte e condições para os “fazedores do bem”, realizarem tal obra.
Vejam, os agentes de saúde, médicos bombeiros, policiais, e etc,(os fazedores do bem) fazem o bem por meio de, ou através de, ou com a ajuda das “profanações” de outros. Observando as situações citadas acima, se pergunta: 
E se todo esse pessoal da Cia de força e luz, o chaveiro, o mecânico, guincho, os motoristas de ônibus, taxistas, pessoal do limpa-fossa, tele-operadoras de comunicações...Se eles não trabalhassem no sábado? Os “fazedores do bem” ficariam sem recursos, sem condições e sem socorro. Se não são esses “profanadores”, a situação ficaria complicada. Então devemos dar um “viva” a todos esses “profanadores”? 
Veja a situação, adventistas que compram comida ou remédios no sábado e doam para pessoas carentes. (que bom que tem mercado e farmácia profanando o sábado, não é?). Através de “profanações” de uns, outros fazem o bem. Daí, pergunto: 
Será então que os fins justificam os meios? Será? Um erro justifica outro? Então eu posso roubar umas caixas de leite e doá-las a uma mãe carente necessitada, e o roubo, estará justificado pela doação? 
Negativo. Do mesmo modo, então, não se pode “fazer o bem”, por meios “profanos”!! Não se pode fazer o bem profanando, e nem profanar fazendo o bem!
 Já ouvi de próprios adventistas a frase: não se deve fazer o certo da maneira errada”. E se não existe: “meio-roubo”, “meia-cobiça”, “meio-adultério...” É lógico que não há meia-profanação. Ou é, ou não é. Profanação justificada, não é profanação, oras.
Se existe o uso de energia, transporte (transito), internet, telefonia...também no sábado; pela lógica, estes sãoco-responsáveis pela “profanação” desses fornecedores.
Conforto
Conforto no sábado com trânsito seguro, luz, refrigeração, computador, ventiladores, ar-condicionado, alarmes, e etc, em casa e na igreja, graças a uns “profanadores”. Na igreja: som, luz, projetor, computador, ventiladores...porque tem gente trabalhando para fornecer energia. O gás trocado no condomínio (no sábado) nas moradias, permitem ao seus donos terem sua cevada e comida quentes no sábado. 
Alguns adeptos colocam o lixo na lixeira na sexta-feira, para não ser “cúmplice” da profanação de coleta dos lixeiros no sábado.  
Tudo vai depender de quem estiver no local e julgar a situação; ou seja, a profanação do sábado fica na mão da interpretação dos homens. Fazer o bem, por exemplo, vai desde salvar o gatinho da vizinha do alto da árvore, até salvar vidas humanas (Só diretamente? Indiretamente? Muito indiretamente? Relativamente?)
 E se observarmos na Bíblia, o ex-paralítico carregou sua cama no sábado, a mando de Jesus (João 5:1-9), o que era proibido (Jer.17:21) . 
Carregar sua cama(ou materiais) se faz o bem ao próximo?? Mas Jesus não disse que no sábado se faz o bem? Então será que Jesus se contradisse? Errou? 
Não! Talvez quem errou foi a interpretação de Ellen White. 
Tarefas, trabalhos honestos, atividades que não prejudique seu próximo (ou sem intenção de), fazem parte de fazer o bem
Trabalho honesto, nunca foi do mal, mas do bem. E falando em trabalho, Jesus quando questionado sobre o sábado, também disse: “meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também”(João 5:17 ). 
Jesus chamou seus afazeres do bem, de “trabalho”. Que cada um interprete como quiser, mas temos de admitir: se trabalhar não se enquadra em “fazer o bem”, ou, era uma outra coisa, por que Jesus nunca fez esse desmembramento, e ainda disse que trabalhava no sábado
Deus não é de confusão (1Cor.14:33 ). Observem, nenhuma obra podia ser feita, sem exceções (Êx. 20:8-11), um homem foi morto por carregar lenha(Num.15:32-36 ), era proibido carregar materiais ou cargas(Jer.17:21).
Os judeus não curavam no sábado seguindo à risca o mandamento (Luc. 13:14); Então vem Jesus Cristo, realiza curas, diz que o bem pode ser feito, permite colher espigas (Luc. 6:1) cura e manda um homem carregar carga(João 5:1-9)
Parece que Jesus, finalizou certos pontos, através de seu Ministério, não? Para mim ficou claro que o ministério da morte gravados em tábuas de pedra (2 Cor. 3:7) era um fardo tão pesado que nem os antigos podiam suportar(Atos 15:10).
Editado de texto de Décio
Extraído de Ex-adventistas.com


Conclusão: Perceba que a tentativa forçada de trazer a doutrina de Israel para os dias de hoje, fora do sistema Teocrático*, não tem sentido algum, sem uma unidade é impossível de ser cumprida.

Fonte

Complemento:






IMPRIMIR ARTIGO

Print Friendly and PDF