A Igreja Católica Romana é que certifica a bíblia?

Vaticano. Crédito Imagem: Wikimedia Commons


Argumentação de um católico que acredita cegamente na Igreja Católica Romana, e na interpretação que ela lhe passa da bíblia:

"Considerando que o Novo Testamento é um conjunto de documentos que foram escolhidos entre milhares, só temos a fé e autoridade da Igreja para certificar que são verdadeiros. Se ampliarmos isto para toda a Bíblia daí, então, as coisas ficam muito mais complicadas."


Somos realmente dependentes da autoridade da Igreja Católica para saber que documentos devem ser aceitos ou não?


A Resposta é não.


O próprio Jesus e a sua história testifica o que é verdadeiro ou não:


1-) A arqueologia já corroborou a existência de cristãos no primeiro século, corroborando o relato passado de geração a geração sobre a sua existência. Jesus existiu, assim como Maomé, Buda, entre outros, que também tiveram seguidores, porém nenhum desses disse que venceria a morte, como fez Jesus.

2-) A Igreja Católica Romana não escreveu os documentos, apenas oficializou um conjunto de documentos, dentre as congregações cristãs primitivas já existentes na época, quando da tentativa de unificação do Imperador Constantino.E nesse inventário, foram incluídos documentos suspeitos na parte do Antigo Testamento, que não fazem parte do cânon judaico e nem foram citados por Jesus.

3-) É impossível a história de Jesus ser uma farsa, a crença em Jesus é racional, e respeita o sistema pelo qual se constrói o conhecimento humano.

4-) Os documentos que trazem o nascimento, o ministério, morte e Ressurreição de Jesus, e que portanto se relacionam com aqueles cristãos vistos no item 1, são os Evangelhos sinópticos, que estão dentro de uma rede de corroboração com 27 documentos (sinópticos +João + epístolas), esses são os documentos válidos do cristianismo, e todos confirmam a história de Jesus, já os Apócrifos, são documentos pobres e isolados, com diálogos atribuídos a pessoas vistas no Novo Testamento, porém sem qualquer rede de confirmações. Mesmo hoje é possível identifica-los, e saber o que é inspirado ou não.

Conclusão:

O cristão não é refém da interpretação da bíblia de nenhuma instituição, a Igreja ou assembléia é um lugar de convivência com outros cristãos, onde deve existir um relacionamento de edificação mútua.  

Nenhuma igreja tem autoridade acima das Escrituras, Deus preparou e deu todas as condições para que tivéssemos um filtro contra falsos ensinamentos, e esse filtro são os documentos que compõem a bíblia ( e como já foi falado, no caso da bíblia católica há livros problemáticos). Seu conteúdo foi inspirado, sua leitura não, ela está acessível a todos, e não somente a supostos iluminados.

O entendimento básico para para a salvação é simples, porém detalhes, como processos históricos vistos no Antigo Testamento etc. Exigem esforço e dedicação, apenas isso.

Quando uma instituição religiosa falar uma coisa, mas você percebe que está escrito outra coisa na bíblia, suspeite e investigue com cuidado, pois o individuo não pode dizer "xyz" enquanto a bíblia diz "abc" (deve-se levar em conta o TODO da bíblia, ela interpreta a si mesma) 

E se a instituição fizer da bíblia um mero coadjuvante, pule fora!



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