Análise da credibilidade da Bíblia através de princípios e normas do Direito.

Bíblia antiga.
Crédito Imagem:  blamstur


"E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração. 
Jeremias 29:13"


De onde vem o entendimento da existência de um Criador, e por que deve ser o Deus da Bíblia?

Os argumentos extra-bíblicos existentes (filosóficos, complexidade) são interessantes para evidenciar a  existência de um Criador ou Projetista, porém eles não identificam esse Criador, isso é feito com a Bíblia.

A seguir vamos dissecar o assunto e refutar a ideia de que "a Bíblia prova a Bíblia" e que por isso não mereceria crédito.



Conceito - Antigo e Novo Testamento.



Testamento em Direito é um ato jurídico, onde uma pessoa deixa manifestada disposições a pessoas de seu convívio.


Assim como num ato jurídico, Deus, através de várias testemunhas oculares, deixou toda sua mensagem documentada para os humanos, contendo não só a sua mensagem moral e ética, mas também profecias e incontáveis provas de sua existência. Esse conteúdo está no Antigo e Novo Testamento.


A Bíblia é apenas um livro? 

A "Bíblia prova a Biblia", e por isso não merece crédito?


A Bíblia não é um simples livro, infelizmente, algumas pessoas pensam assim. 


Os céticos geralmente acusam que a "Bíblia prova a Bíblia", e que  por isso não mereceria crédito, por ser um simples livro mitológico confirmando a si mesmo.



Essa linha de pensamento está correta?

Na verdade, a Bíblia é composta por vários documentos históricos de diversas épocas, dentro desses documentos há relatos de fatos observados e relatados, ensinamentos espirituais e mensagens proféticas.

As Profecias cumpridas bíblicas são a Bíblia confirmando a Bíblia?

Vamos pensar, imaginemos por um momento no tempo de Jesus.

Pois bem, se uma profecia feita no Antigo Testamento (documentos escritos seculos antes de Cristo), sobre a vinda de um Messias, tem o seu cumprimento justamente com Jesus, quem vai relatar isso? 


Os homens que viveram na época de Cristo, é claro!  


Eles foram testemunhas dos eventos relacionados à Jesus, pois não poderíamos saber disso se não fossem essas pessoas que viveram na época em que os fatos ocorreram, sendo assim não foi simplesmente a Bíblia provando a Bíblia, mas uma profecia cumprida relatada em um documento antigo, sendo testemunhada e documentada por outra geração e por outro documento diferente. Mais adiante nesse texto veremos porque podemos confiar nesses relatos.

Veja, se algo acontecer agora,será registrado por nós que vivemos no presente, para que no futuro, as pessoas saibam o que ocorreu. É assim que funciona os documentos históricos e a passagem do conhecimento entre as eras, esses documentos produzidos se juntariam a outros mais antigos, e assim saberíamos o que ocorreu em épocas diferentes, isso é a Bíblia: conjunto de documentos históricos.

Além disso, Profecias como Babilônia, Edom, entre outras, são confirmadas pela arqueologia e por nós mesmos que vivemos em pleno anos 2.000.


A Fé não precisa de provas? 


Um Versículo que é muito confundido:
.
Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem. Hebreus 11.1

Muitas pessoas  pegam o versículo acima e decretam que fé não precisa de prova ou de conhecimento, e acusam a fé em Deus de cega, mas o versículo não diz que a fé é algo sem prova, o que diz acima é que fé é uma condição de certeza atingida (firme fundamento), a prova das coisas que não se vêem,  isto é, a pessoa que atingiu tal grau de certeza, ela não precisa mais ver para crer, ela já não tem mais dúvidas, mas logicamente  a fé não surge da noite para o dia e do nada, essa fé precisa ser construída,alimentada, como tá na própria Bíblia:

"De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus".Romanos 10:1


Portanto, contrariando a maioria do pensamento popular, e a definição anti-bíblica de fé, espalhada no meio secular e até em algumas correntes ditas cristãs, a fé precisa sim de provas, caso contrário, seria uma fé cega. Prova não é necessariamente apenas aquilo que nós mesmos vimos, não somos onipresentes, o sistema que gera conhecimento vem das interações humanas, dos testemunhos coletivos. Se tivéssemos que ver nós mesmos, não acreditaríamos em quase nada das coisas que acreditamos. 

Deus no fez seres racionais, e usa essa racionalidade para descobrirmos a suas manifestações, alguns, infelizmente, não querem saber e partem para a negação pura.


Deus se utiliza de provas na sua Revelação para a humanidade. no Antigo Testamento, os Profetas, que eram responsáveis por trazer a mensagem de Deus, eram confirmados por Deus através de milagres, veja esse exemplo, quando Elias enfrentou os falsos profetas e orou para que Deus o confirmasse para o povo, que estava em nome dele:


Responde-me, SENHOR, responde-me, para que este povo conheça que tu és o SENHOR Deus, e que tu fizeste voltar o seu coração.



Então caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego.

O que vendo todo o povo, caíram sobre os seus rostos, e disseram: Só o SENHOR é Deus! Só o SENHOR é Deus! 
1 Reis 18:37-39



Os Profetas eram fundamentais na civilização hebraica, os Reis precisavam dos profetas para governar, portanto precisavam ser confirmados.


O exemplo dos sinais podem ser verificados facilmente também com Moisés, que operou grandes sinais, e com Jesus que fez milagres para que os escolhidos (todos que creem e não abandonam) o reconhecessem.


Os milagres de Jesus como Prova para o povo.


Jesus fez milagres para provar ao povo ao seu redor que era o Cristo, o Messias prometido no Antigo Testamento,e muitos os seguiram,e sua fama chegou até Herodes, mas ele nunca pregou sobre milagres, eles foram para cumprir profecias do Antigo Testamento, os milagres eram como se fossem um carimbo para atestar que a mensagem dele era de Deus.


Herodes tentou fazer pressão para que Jesus provasse que era filho de Deus, mas Jesus não deu sinal algum sob pressão ou determinação. O povo que recebeu milagres não pressionou Jesus.


As etapas dos Profetas e Apóstolos já foram cumpridas, o que Deus achou necessário revelar foi documentado nas Escrituras. Não há mais necessidade para Deus levantar Profetas no mundo, porque a revelação dele está nas escrituras, as provas estão reunidas lá.


Por que a maioria dos Judeus não aceitaram Jesus?


Mesmo com várias provas, a maioria dos judeus recusaram Jesus, isso já estava escrito que ocorreria, a Bíblia mostra que os judeus sobreviventes só virão a se arrepender definitivamente na volta de Jesus.


Em relação ao messias, os judeus focam apenas no dia em que Ele ele irá trazer um grande avivamento em Israel e virá como Rei ( mas isso só ocorrerá no grande cerco), os judeus ignoram outras partes que trazem o sacrifício de Cristo. 

Eles estavam esperando de cara um Rei na mesma linha dos antigos, e não um filho de carpinteiro, simples,  trazendo uma mensagem de paz e desafiando conceitos humanos, isso ocorreu porque eles se deixaram levar por tradições humanas e ignoraram os relatos históricos de seus documentos sagrados, aliás, exatamente como ocorre hoje em várias denominações, que se afastam da mensagem histórica e caem em invencionices humanas, daí as teorias das prosperidades, construção de templos, culto a santos e relíquias, entre outros absurdos. 


Jesus veio com uma mensagem espiritual, contra o materialismo e condenou as tradições e a hipocrisia de seitas judaicas, o que enfureceu  a maioria dos judeus daquele tempo.


Portanto, os judeus haviam colocado tradições humanas acima das Escrituras, em dado momento Jesus se refere àqueles que duvidariam que Ele era Messias esperado dizendo : Examinais as Escrituras! Ou seja, o que Ele disse foi: examinem o que disseram os Profetas que verão a verdade, mas muitos não quiseram, como não querem saber até hoje. 


É algo semelhante com o que ocorre com o catolicismo hoje, e com diversas correntes cristãs, tradições humanas distorcem a verdadeira mensagem dos profetas e apóstolos. Tome cuidado e examine sempre o que disseram os profetas e apóstolos: leia a Bíblia, lá está a verdadeira tradição e manual dos cristãos, ignore qualquer coisa que distorça os Evangelhos.



A forma como Jesus passaria na terra, foi avisada no Antigo Testamento, mesmo assim os judeus não conseguiram perceber que Jesus era realmente o Messias:


Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. João 1:11


A mensagem do Evangelho está em etapas, sendo iniciado por  Jesus,  continuado por apóstolos, pastores etc. sucessivamente  até o fim dos tempos. Jesus também coloca um sinal do evangelho sendo pregado em todo mundo, como um dos sinais da proximidade da sua vinda:

Mateus 24,16 - E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações. E então virá o fim. "


Os judeus como um todo só reconhecerão Jesus na sua volta.



Esperança e Fé são sinônimos?


Não,  a esperança de que há um Deus é o primeiro passo para a busca da construção da fé, pois a fé não é um botão que se liga: agora tenho fé!

Aquele que não tem interesse em adentrar nas Escrituras sem malícia, mas sim com claro objetivo apenas de acusar, continuará cético. É o caso, inclusive de vários estudiosos seculares, são os que mais distorcem a Bíblia, pois eles já vão com a premissa de que a parte miraculosa dela é falsa, geralmente o objetivo desses estudiosos é inventar teorias variadas para descartar as passagens sobrenaturais da Bíblia- as profecias e até mesmo outras narrativas - a fim de torná-las apenas um escrito fantasioso e exagerado, porém a própria arqueologia frequentemente acaba contradizendo muitas declarações de historiadores que davam um ar de mitologia para eventos, pessoas e regiões relatadas nas escrituras.


Como é dito, a fé vem pelo ouvir, mas o ouvir deve vir com humildade e real interesse de busca.


A  Bíblia condena claramente o falso testemunho, no tempo de Moisés, quem cometia o crime de falso testemunho era morto. Essas passagens ajudam até mesmo uma pessoa humilde e de conhecimento fraco a entender que a Bíblia não combina com uma reunião de autores mentirosos que se reuniram para tramarem invenções.




Provas, provas e mais provas.

Na Bíblia temos um exemplo muito claro de um homem que pedia a todo momento provas materiais para acreditar e ter fé,Jesus nos ensina através dele:


"... Diziam-lhe, pois os outros discípulos: Vimos o Senhor. Ele, porém, lhes respondeu: Se eu não vir o sinal dos cravos nas suas mãos, e não meter o dedo no lugar das suas mãos, e não meter o dedo no lugar dos cravos, e não meter a mão no seu lado, de maneira nenhuma crerei." João 20:25

Jesus diz:


"Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram."João 20:29


Jesus mostra a hipocrisia de Tomé, pois os povos daquela época acreditavam em Deus pelos testemunhos dos antepassados, mas Tomé não estava acreditando nos testemunhos sobre a ressurreição do Messias embora ele mesmo acreditasse em Deus,ou seja, Tomé estava praticamente negando o mesmo sistema pelo qual ele acreditava no Deus de Móises, contraditório, não?

Jesus deixa claro que os testemunhos são suficientes, afinal, esse é o mecanismo que gera conhecimento para humanidade, por exemplo, não é porque algo ocorreu do outro lado do mundo, ou antes do seu nascimento, que você precisa ter visto pessoalmente para ter tal evento como conhecimento, se o evento de fato ocorreu chegará até nós pelos testemunhos de outros seres humanos. 


O homem é dependente disso porque ele não é onipresente, não tem como ser diferente.




A importância das Testemunhas. - Na História.

A "Pedra moabita", texto em hebraico esculpido na pedra datada por volta
de 900A.C
Imagem Crédito: wallyg


A História é feita de testemunhos, sabemos, por exemplo, da existência de ícones da antiguidade, como imperadores ou reis, por causa dos testemunhos das pessoas da antiguidade.

Esses testemunhos estão registrados em documentos históricos, antes da escrita, a  transmissão do conhecimento histórico dava-se por tradição oral, o surgimento da escrita tornou a transmissão do conhecimento mais confiável, pois passamos a ter registros feitos à época dos fatos.
Livros antigos de História.Imagem crédito: Mary:)
Artefatos arqueológicos sozinhos na forma de objetos,como por exemplo, uma peça de barro ou um objeto qualquer, sem conhecimento histórico (adquirido por testemunhos) não valem de nada para a construção do passado, no máximo, saberemos apenas que foi construído por algum humano, mas para introduzir o artefato numa explicação do passado, é necessário que esse objeto tenha  algum tipo de escrita, ou que já exista testemunhos históricos daquela região, assim, surge a possibilidade de  identificar a procedência, o passado da peça.


Dependemos totalmente dos testemunhos para construção histórica dos fatos, sem testemunhos não há passado conhecido, sem passado conhecido não há história.


A Bíblia e o Direito.


Por boca de duas testemunhas, ou três testemunhas, será morto o que houver de morrer; por boca de uma só testemunha não morrerá. Deuteronômio 17:6

"Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas" Atos 2:3

"Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, e meu servo, a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá". Isaías 43:1

Crédito Imagem:John Houghton
As testemunhas fazem parte da nossa vida, desde a antiguidade isso não mudou, elas estão presente num casamento, num contrato de negócios ou  processo penal....Sistemas jurídicos no mundo inteiro reconhecem nas testemunhas um instrumento para dar fé de veracidade de um fato. 

E Quando há mentiras? 

A anormalidade nos testemunhos é percebida, quando há contradições ou quando há apenas uma única testemunha, o correto é ter mais de uma testemunha, as testemunhas no sistema de processo penal servem tanto para culpar quanto para inocentar, pois a falta de testemunhas ou contradições em seus depoimentos podem levar a injustiças. 

 Em todos os erros judiciais nos EUA, que foram revistos com provas cientificas de DNA, ficou provado que os processos tinham falha nesse item das testemunhas, no Brasil também temos exemplos de que se o sistema tivesse observado bem as questão testemunhal, injustiças não teriam sido cometidas,

Veja aí alguns exemplos clássicos: "DNA inocenta homem que morreu após 23 anos na prisão por estupro."   "Os três foram condenados com base apenas em seus depoimentos. De acordo com o Innocence Project, os depoimentos tinham falhas e eram contraditórios em vários pontos. . A única testemunha do crime, o filho da vítima, na época com 4 anos, Luke, disse consistentemente à polícia que a mãe dele havia sido morta por um “único homem”. .http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/09/100917_dnainocenta_ba.shtml  
"Homem condenado por falso estupro é absolvido depois de 16 anos" "Então, sem o suporte de testemunhas ou provas materiais, embasou sua decisão da seguinte maneira: “Estou convicto e certo de que a acusação da vítima é verdadeira, toda criança é sincera, não mentem e inexistem provados motivos ensejadores de acusação mentirosa”. http://www.williamdouglas.com.br/conteudo04.php?id=973 



A prova testemunhal é meio mais preciso de se chegar a uma verdade real, mesmo hoje em dia com a tecnologia, os testemunhos são necessários, até porque são os testemunhos que vão mostrar as ações circunstanciais relativas aos suspeitos, para assim poder utilizar os aparato tecnológico quando necessário para um ato criminal, propriamente dito. 
"Desta forma o ordenamento jurídico consagrou a prova testemunhal, na instrução processual, como um aliado imprescindível no processo, uma vez que através dela pode-se reconstituir um histórico dos acontecimentos, episódios e fatos concernentes ao litígio.
Finalizando, gostaríamos de salientar que a prova testemunhal é algo do homem e, como tal, não tem como ser substituída, pois acreditamos que o homem e nada do que é seu pode ser totalmente substituído, nem pela máquina, pelo coração que nele pulsa e pelos sentimentos que o agitam e levam-no a grandes e elevados feitos, embora, às vezes, com alguns deslizes, deslizes esses que, talvez, sejam os estímulos que faltam para que ocorram as grandes realizações."
"A palavra testemunha deriva de testando e de testibus que equivalem a dar fé da veracidade de um fato"
Código Penal e Testemunhas na Bíblia: 

"Por boca de duas testemunhas, ou três testemunhas, será morto o que houver de morrer; por boca de uma só testemunha não morrerá". Deuteronômio 17:6 

"Uma só testemunha contra alguém não se levantará por qualquer iniqüidade, ou por qualquer pecado, seja qual for o pecado que cometeu; pela boca de duas testemunhas, ou pela boca de três testemunhas, se estabelecerá o fato" Deuteronômio 19:1


As Escrituras CONDENAM o falso testemunho:
"Não dirás falso testemunho contra o teu próximo". Deuteronômio 5:2 "Disse-lhe ele: Quais?
 E Jesus disse: Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho" Mateus 19:1
"Tu sabes os mandamentos: Não adulterarás; não matarás; não furtarás; não dirás falso testemunho; não defraudarás alguém; honra a teu pai e a tua mãe". Marcos 10:19

CONCLUSÃO:   Os documentos que compõem a Bíblia trazem a história do vínculo entre Deus e a humanidade, eles são recheados por testemunhos das mais variadas classe sociais, como reis, pescadores, médico, cobrador de impostos, pastores de gado, general, sacerdotes, agricultor etc. 
Esses testemunhos relatam acontecimentos históricos, muitos já provados pela arqueologia, relatos proféticos, que também podem ser comprovados (navegue aqui no blog pois estudamos alguns deles), e relatos sobrenaturais, de manifestação do poder de Deus que batem com o que constatamos no mundo, como a complexidade da vida, o surgimento do Universo e a causa não causada etc. 

Além das diversas pessoas, de diversas classes sociais, seus testemunhos foram feitos em diferentes intervalos de tempo, variando de 1500 AC a  90 D.C, aproximadamente , o que tira a possibilidade de uma "teoria da conspiração", conluio ou algo inventado.


  Outras escrituras religiosas não possuem a mesma riqueza testemunhal, Maomé por exemplo, inventou o Islamismo, escreveu seu livro, mas não há qualquer relato de prova testemunhal de que ele era mesmo enviado de Deus, e isso prossegue com as demais religiões. 

 Não há qualquer exemplo na história de um relato parecido com o que temos na Bíblia, se fosse normal ter relatos ficcionais passando-se por históricos, teríamos vários deles ou pelo menos alguns, mas não existe, a Bíblia é única. 

 O Testemunhos não são uma prova fraca como podemos ver ao longo desse texto, dependemos deles tanto para organização do dia a dia quanto para construir a nossa história. 


Devemos lembrar também que a própria Bíblia condena o falso testemunho e que no código penal mosaico o falso testemunho recebia a pena de morte!


Jesus não é mencionado por nenhum escritor de sua época?

Crédito imagem:Brian Morley


Em 2015, um pesquisador americano chamado Michael Paulkovich afirmou que escritores ou historiadores da época não mencionaram Jesus e que por isso ele é um mito. Abaixo, analisaremos se essa conclusão é correta.

O fato é que escritores escreveram sim sobre Jesus, afinal, há nada menos que 27 documentos corroborando a sua história, esses escritos foram reunidos e chamados de Novo Testamento. Essa rede de corroboração é raridade na história, se pegarmos ícones históricos (que ninguém dúvida da existência, diga-se) como Alexandre, o grande, entre outros, não chega nem perto do número de documentos sobre Jesus.




Por que historiadores da época não mencionaram Jesus?


Apesar da menção de Flávio Josefo, alguns céticos geralmente acusam esse item de falsificação.

A tentativa de invalidar o registro de Josefo com a acusação de que a passagem sofreu interpolação não é válida, veja porque:
Dois pesquisadores (Edwin Yamauchi e John P. Meier), construíram uma cópia do “Testimonium” com as inserções prováveis ​​entre parênteses.
O parágrafo a seguir é de Yamauchi:

(1) “Nessa época vivia Jesus, um homem sábio [se é que se deve chamá-lo de um homem.] Pois ele foi um operador de obras maravilhosas, um mestre dos homens que recebem a verdade com prazer. Ele conduziu  muitos judeus e muitos dos gregos. [Ele era o Cristo]. E quando Pilatos o condenou à cruz, acusado pelos homens mais importantes, aqueles que o haviam amado a princípio não cessaram [No terceiro dia, ele apareceu a eles restaurado à vida, pois os profetas de Deus haviam profetizado estas e inúmeras outras coisas maravilhosas sobre ele.] E a tribo dos cristãos, assim chamados depois dele, ainda hoje não desapareceu. ”
^
Vemos aí que mesmo tirando o que acredita-se ser uma interpolação no texto, a referência à Jesus e sua morte está intacta.
O alvo dos historiadores.
Mesmo que Flávio Josefo e outros historiadores (deixando de lado as discussões sobre Tácito e Suetônio) fora do grupo testemunhal de Jesus não tivessem mencionado a sua existência, isso não seria fundamental:

É preciso entender que o alvo preferido dos historiadores são pessoas que interferiram diretamente no sistema geopolítico, e não era essa a proposta de Jesus, Ele não pegou em armas, não conquistou territórios, não tinha ambições políticas, não lutou nem se quer questionou o império romano a fim de ter a independência para os judeus,  não cobiçou poder e riquezas,ou seja, Jesus não tinha absolutamente nada que chamasse a atenção de historiadores que ficavam fora dos limites percorridos por ele.


Dentro daquele contexto, não havia motivo para perderem tempo com o que ouviram falar das testemunhas de Jesus, já que eles pressupunham (assim como o ceticismo e o preconceito de hoje) que os cristãos fossem apenas lunáticos.

Quem deveria contar a história de Jesus?
A história de Jesus foi contada justamente  por quem deveria contá-la. 

Lembrando o que já foi dito em outro artigo, cada nação ou grupo é o maior responsável por preservar a sua própria história, não são os EUA, por exemplo, que serão obrigados a transmitir particularidades do Brasil, de fatos que ocorreram dentro do nosso território e sociedade, mas sim o próprio Brasil que tem essa missão. 

As testemunhas de Jesus é que tinham motivação e a obrigação de transmitir o que viram, e não um historiador da elite judaica, romana ou grega.
A elite judaica da época estava afundada em tradições humanas, deram mais importância a elas, do que aos testemunhos sobre Jesus. 

Já a elite romana não queria saber de nada que diminuísse seus imperadores, ainda mais vindo de um grupo "inferior" e dominado. 




Por que nenhum historiador comentou sobre a ressuscitação dos santos ou, "zumbis" (sarcasmo utilizado por escarnecedor) andando pelas ruas?

Em mateus cap. 27, temos uma narrativa não linear informando que após a Ressurreição de Jesus, alguns mortos fiéis à Deus, foram ressuscitados sendo vistos por muitas pessoas:

"E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados;

E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na cidade santa, e apareceram a muitos."


Mateus 27:52-53


Está registrado em Mateus. Logo a palavra "nenhum" não cabe aí. 

Veja, é a mesma aplicação da Ressurreição de Jesus, se esses eventos fossem mentiras, o cristianismo seria facilmente desacreditado na época e teria morrido ali mesmo, afinal, a documentação escrita (Escrituras) e a pregação já ocorriam quando ainda haviam testemunhas oculares vivas, e os acontecimentos eram recentes na memória histórica daquelas gerações, então, qualquer invenção seria facilmente desmentida.  

Certamente as pessoas que viram tais eventos comentaram e a notícia correu, mas a elite judaica deu pouco importância, fazendo o mesmo que fizeram com a Ressurreição de Jesus. E os romanos, novamente e pejorativamente, tiveram essa história apenas como mais um mito de judeus ignorantes (o velho e conhecido preconceito)  

Conclusão: 

O  fato foi registrado pelo grupo que deveria registrar.

(1)Yamauchi, Edwin, “Jesus Outside the New Testament: What is the Evidence?” in Jesus Under Fire: Modern Scholarship Reinvents the Historical Jesus , edited by Michael J. Wilkins and JP Moreland, Zondervan, 1995, 212-14 and John P. Meier, “Jesus in Josephus: A Modest Proposal,” Catholic Biblical Quarterly 52 (1990): 76-103.



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