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| Crédito Imagem: CC0 |
O banquete oferecido por Simão, um respeitado fariseu, transcorria dentro das convenções da época até ser interrompido por uma presença inesperada.
"Este foi ter de noite com Jesus, e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele." João 3:2
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| Graça que ilumina. Crédito Imagem: CC0 |
A soberania de Deus é tão completa que governa não só o rumo dos impérios e o desfecho da história, mas também as chaves do nosso entendimento. Podemos ter as Escrituras abertas diante de nós, com a lógica do texto e a sequência dos fatos à vista, e mesmo assim o peso real do que está escrito continua fora do alcance da nossa inteligência sozinha.
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| Crédito Imagem: CC0 |
Quando se fala em apostasia nos últimos tempos, a imagem que normalmente vem à mente é a de igrejas vazias, fé abandonada publicamente, cristianismo em declínio numérico. Esse certamente é um aspecto da apostasia descrita na Bíblia. As Escrituras falam de pessoas que se afastariam da fé, rejeitando abertamente aquilo que antes professavam. Porém, essa não é toda a dimensão do problema apresentada por Jesus e pelos apóstolos.
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| Século 1. Nicodemos, mestre da Lei e membro do Sinédrio, procura Jesus sob a escuridão da noite em Jerusalém para um diálogo reservado. Crédito Imagem: CC0 |
Poucas frases de Jesus desafiaram a compreensão quanto esta: "necessário vos é nascer de novo". A religiosidade pode se tornar um substituto artificial da verdadeira vida espiritual, pois o desempenho religioso e vida espiritual parecem a mesma coisa por fora — e são radicalmente diferentes por dentro. Nicodemos conhecia a lei com rigor e profundidade, e ainda assim, naquele momento, faltava-lhe o essencial: a transformação interior que só Deus pode produzir.
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| O tempo humano se esgota, mas a paciência de Deus ainda concede o hoje. Crédito Imagem: CC0 |
Vivemos um tempo único, marcado pela proximidade evidente da volta de Cristo para resgatar a Sua Igreja. Em séculos passados, o mundo viu guerras terríveis, tragédias e crises de todos os tipos, mas faltava um elemento decisivo: a existência de Israel.
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| Tel Megido sobre o Vale de Jezreel: palco histórico de conflitos imperiais e o entroncamento geográfico onde a profecia bíblica situa o ajuntamento estratégico dos exércitos do anticristo para a Batalha do Armagedom (Apocalipse 16:16). Crédito Imagem: AVRAM GRAICER. Creative Commons 3.0 |
A geopolítica e o imaginário moderno vivem sob o espectro constante de uma Terceira Guerra Mundial. O noticiário internacional, impulsionado por tensões entre superpotências, crises econômicas e conflitos regionais contínuos, alimenta o temor de que, a qualquer momento, a humanidade mergulhe em um confronto direto capaz de culminar na autodestruição nuclear.
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| Debaixo do sol, tudo o que a mão tenta agarrar escapa por entre os dedos. Crédito Imagem: CC0 |
O ponto de partida do livro de Eclesiastes é a declaração categórica de que “tudo é vaidade” (Ec 1:2). No hebraico original, o termo utilizado é hevel, que literalmente significa vapor, sopro ou névoa passageira. Ao observar os ciclos infindáveis da natureza, o nascer do sol e o curso dos ventos, o texto constata que a atividade humana repete padrões sem jamais saciar a alma ou alterar a ordem fundamental das coisas.
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| Crédito Imagem: CC0 |
O pressuposto de que a realidade histórica é plenamente explicável e dominada pelos próprios recursos governa a imaginação dos impérios. Essa ilusão de controle nasce na autoimagem dos poderosos, na propaganda dos vencedores e na narrativa popular que reduz grandes acontecimentos a um roteiro perfeito de competência administrativa, força bélica ou gênio estratégico.
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| Pilha de sapatos de vítimas no Memorial e Museu Auschwitz-Birkenau, na Polônia. Testemunho do genocídio nazista, este abismo civilizatório antecedeu diretamente a ressurreição nacional de Israel sobre a sua terra.(Crédito da imagem: Bibi595 / CC BY-SA 3.0) |
No século VI a.C., às margens do rio Quebar, na planície mesopotâmica, o profeta Ezequiel encontrava-se cativo entre a elite deportada do Reino de Judá por ordem de Nabucodonosor II. Jerusalém seria arrasada em 586 a.C., mas antes e durante essa catástrofe nacional, Ezequiel recebeu revelações que ultrapassavam a conjuntura imediata do regresso babilônico.
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| “Examinai todas as coisas, retende o que é bom” (1 Ts 5:21). O discernimento bíblico separa a verdade de qualquer engano. Crédito Imagem: CC0 |
Já no Antigo Testamento, o exercício profético estava sujeito a um critério rigoroso de verificação: o teste do cumprimento, estabelecido em Deuteronômio 18:22.
No período do Novo Testamento, com Jesus e os apóstolos, esse mesmo princípio permanece e se adapta à nova realidade da igreja, e o dom profético passa a ser exercido de forma mais distribuída no corpo de Cristo.
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| Crédito Imagem: CC0 |
A soberania de Deus sobre a vida e a saúde humana não se limita a um único método ou canal. O mesmo Criador que sustenta o fôlego de vida age de formas distintas: ora pelo milagre imediato, ora pelo conhecimento que Ele mesmo possibilitou aos profissionais da saúde, ora por elementos simples e acessíveis da própria natureza. As Escrituras ilustram com precisão essa variedade de caminhos, revelando que o meio nunca é maior do que a Fonte.
A arqueologia cumpre com rigor o seu papel técnico ao buscar provas materiais para validar a história. No entanto, diante do aparente dilema da escassez de vestígios no Sinai, a própria narrativa bíblica oferece a sua resposta: a mecânica severa do deserto e a lógica de uma travessia sustentada para não depender de acúmulo material.
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| Ruas da cidade antiga de Tayma, oásis no noroeste da Arábia mencionado como parada de caravanas em Jó 6:19. Crédito Imagem: Richard Mortel - CC BY 2.0 |
Há processos cujo sentido só se revela em retrospecto. Enquanto decorrem, apresentam-se como atraso, como falha, como um silêncio desproporcional à intensidade do sofrimento envolvido.
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| Templo de Bar'an, em Marib (Iêmen), capital do reino de Sabá — povo mencionado no ataque aos bens de Jó (Jó 1:15). Crédito Imagem: Ali Mohamed CC BY-SA 2.0 |
A mente humana possui uma necessidade quase instintiva de simetria moral e causalidade linear. Diante da dor, da tragédia ou do inexplicável, a razão tenta construir pontes imediatas: para cada aflição, deve haver uma culpa prévia; para cada obediência, uma recompensa visível.
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| "Zigurate de Ur, na região historicamente associada aos caldeus, povo mencionado no Livro de Jó (1:17). Crédito Imagem:Kaufingdude CC BY-SA 3.0 |
Na conversa de Deus com Jó, seria fácil concluir que a resposta de Deus desvia da questão da justiça para a questão da soberania, como se fossem duas categorias distintas.
Essa conclusão, porém, esbarra num princípio fundamental: os atributos de Deus são indivisíveis.
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| Vista da paisagem edomita em Dana. Situada na proximidade de Bozra (atual Busaira), o provável cenário da vida de Elifaz, o temanita, amigo de Jó. Crédito Imagem: Bernard Gagnon CC BY-SA 3.0 |
No auge de sua agonia, isolado na cinza e desprovido de qualquer amparo humano, Jó proferiu um desabafo profético: ele clamou com ardor para que suas palavras fossem escritas, gravadas em um livro e talhadas com ponteiro de ferro na rocha para sempre, com o objetivo de registrar sua defesa e provar a sua integridade diante da história.