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| Crédito Imaagem: CC0 |
A tendência de se deixar manipular para aceitar ou fazer coro contra o próximo tornou-se um comportamento alarmantemente comum em nossa sociedade, alcançando um estado de normalização.
Manipulados por motivações diversas, sim, mas sem o álibi da ingenuidade. Há tanto os que se entregam ativamente ao papel de replicadores da maldade quanto aqueles que assumem a postura de espectadores inertes, validando a injustiça com sua concordância silenciosa.
Sob a ótica do Evangelho, a omissão e a adesão ao erro são escolhas morais fundamentadas na inclinação do coração. Aquele que se junta com outros para condenar ou difamar alguém, na verdade, mascara uma disposição prévia interna.
Ademais, o orgulho humano sente um prazer silencioso em ver a queda alheia ou em se sentir superior; esse sentimento serve de combustível para que o indivíduo aceite narrativas distorcidas.
A Responsabilidade Pessoal Diante das Escrituras
A Bíblia é clara ao estabelecer que cada um dará contas de si mesmo, não havendo espaço para transferir a culpa da própria maldade para o influenciador da vez.
Em Êxodo 23:2, encontramos uma advertência que ecoa com precisão em nossos dias: 'Não sigas a multidão para fazeres o mal'. A instrução divina é categórica ao proibir que o indivíduo se incline à maioria para perverter o direito ou validar uma injustiça.
Fazer coro contra os outros, ainda que sob o pretexto de estar apenas seguindo uma corrente, é uma ação que gera responsabilidade direta.
A perversidade não está apenas em quem cria a maledicência, mas também em quem a sustenta para se sentir superior ou integrado a um grupo. O verdadeiro arrependimento exige encarar a própria malícia sem as lentes do vitimismo.
O Evangelho não nos autoriza a ser negligentes a ponto de ferir o próximo (inclusive pelas costas). A prudência é um dever cristão.
