Profecia: O Evangelho será pregado em Todo o Mundo.

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"E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações. E então virá o fim." Mateus 24.14

Ao analisarmos as palavras de Jesus sobre a propagação do Evangelho como um sinal que precede o fim, é fundamental exercitarmos a sabedoria para compreender como os termos originais se aplicam à nossa realidade contemporânea. 

Levando em consideração o vocabulário utilizado no registro de Mateus, é perfeitamente possível argumentar que essa profecia já se encontra cumprida em nossa era. 

A expressão grega utilizada por Jesus para designar as nações é ethne (ἔθνη), que no contexto do século primeiro era o termo mais habitual e preciso para se referir a grupos humanos organizados por sua cultura, língua e identidade comum. A palavra ethne é o plural de ethnos (ἔθνος), termo que deu origem à palavra moderna etnia.

A palavra ethne (ἔθνη) é o plural de ethnos (ἔθνος), termo que deu origem à palavra moderna etnia. Para um judeu daquela época, essa era a forma padrão de se referir a todos os povos que não eram Israel.

É importante notar que a Bíblia foi escrita utilizando os termos e conceitos do contexto da época para que os ouvintes originais pudessem compreender a mensagem de forma plena. 

No mundo antigo, não existia a concepção moderna de Estados-nações com fronteiras políticas rígidas e governos centrais institucionalizados como temos hoje, mas sim a percepção de diferentes povos que compunham o cenário mundial por meio de seus costumes e ancestralidade. 

Para Jesus e Seus discípulos, dizer que o Evangelho alcançaria todas as ethne (ἔθνη) significava que a mensagem romperia a barreira de Israel para testemunhar a todos os agrupamentos humanos e coletividades existentes na terra.

O mapa abaixo (vídeo), embora seja frequentemente repassado como uma representação da evolução das religiões e da expansão do Evangelho no mundo, comete o erro comum de confundir liberdade religiosa ou maiorias estatísticas com a presença real da fé. 

Muitas dessas representações gráficas apagam visualmente a existência de cristãos em regiões onde o culto é restrito ou perseguido, como é o caso do vídeo a seguir. No entanto,se tomarmos como critério a presença da mensagem e do testemunho cristão, praticamente todo o globo já está tomado no que se refere às suas nações. 

O acesso ao Evangelho está cada vez mais presente, pois missionários, pregadores e, especialmente, as novas mídias de comunicação e tecnologias digitais são os agentes dessa evolução, garantindo que a mensagem alcance até os lugares mais isolados, independentemente de reconhecimento oficial ou liberdade política.



Dessa forma, ao observarmos o cenário global atual, percebemos que a mensagem cristã de fato penetrou em todas as nações da Terra.

 Mesmo em países com regimes extremamente fechados, como a Coreia do Norte, o testemunho cristão está presente, seja através de meios tecnológicos, literaturas que atravessam fronteiras por métodos criativos ou pela resistência de comunidades locais. 

Embora exista a observação técnica de que ainda restam dialetos e grupos étnicos muito específicos que não possuem a Bíblia em seu idioma materno, isso não fere o ponto principal de que o Evangelho se tornou um fenômeno universal e está devidamente estabelecido em cada nação do globo.

Dentro dessa perspectiva histórica de expansão, surge também a interpretação sobre o papel das duas testemunhas mencionadas no livro de Apocalipse. 

Ainda que a profecia de Jesus sobre o alcance das nações possa ser vista como um processo que atingiu sua maturidade na era da globalização e da comunicação digital, alguns estudiosos pontuam que essas figuras proféticas representariam um reforço final e sobrenatural desse testemunho em um momento de crise extrema.

No entanto, essa é uma pontuação adicional que não se mistura com o fato central: sob o ponto de vista da presença e do conhecimento da mensagem em todas as nações modernas, a condição estabelecida por Jesus no Evangelho de Mateus já pode ser considerada plenamente atendida.

Cada vez mais pessoas, dos lugares mais distantes e isolados tem acesso a documentos do cristianismo.

Segundo um relatório da ICC ( International Christian Concern), cristãos na Coréia do Norte lutam para difundir o Evangelho. "Atos de culto ou a simples posse de uma Bíblia" podem ser punidos com a reclusão em campos de concentração", lembra o relatório. 

Frequentemente Bíblias são embaladas em pacotes com mil cópias e amarradas em balões que são "explodidos" em seguida, em intervalos de tempo pré-estabelecidos. 

As Bíblias naquele país chegam a ser confiscadas pelo exército, e são comercializadas no mercado negro.


Dificuldades de Evangelização na Coréia do Norte (Bíblias chegando por balões).


Crédito imagem: heavensfamily.org

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