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| Crédito Imagem: CCO |
Para o ímpio antropocêntrico, certo é o que dá certo e errado é o que falha. Ele não teme o juízo divino porque sua única divindade é a própria inteligência.
Ele acredita que, se for meticuloso o suficiente para esconder os rastros ou forte o suficiente para esmagar a oposição, a realidade se curvará à sua vontade, ignorando o que o Salmo 94 descreve sobre aqueles que dizem que o Senhor não vê e o Deus de Jacó não percebe.
Somado a isso, existe a negação da causalidade espiritual. O ímpio acredita em uma física fechada, onde causa e efeito são puramente humanos e materiais.
Planos de Vidro
Enquanto o crente sabe que existe uma justiça que clama da terra e que Deus governa sobre os planos dos homens, gerando uma coragem cautelosa, o ímpio enxerga a realidade como uma massa de modelar.
Ele crê que, se tiver mãos habilidosas e um plano bem feito, dará à realidade a forma que desejar. Sua coragem nasce da convicção de que não existe um fator extra ou uma intervenção divina que possa desmoronar sua construção.
Contudo, essa trajetória caminha para um despertar traumático.
A Bíblia mostra que a coragem do ímpio dura apenas até o momento em que ele encontra algo que seu plano não previu: a soberania divina.
No momento em que o plano considerado perfeito falha por uma intervenção do alto, o ímpio desmorona, pois sua única base era ele mesmo.
O ímpio vive o pesadelo de acreditar que é o único arquiteto, apenas para descobrir que era apenas um inquilino em um mundo que não lhe pertence.
No fim, o ímpio tem a coragem de quem acha que é o autor da história, enquanto o crente tem a paz de quem sabe que é um personagem cuidado pelo verdadeiro Autor.
