A Audácia do Ímpio e o Despertar do Pesadelo Antropocêntrico (Ezequiel 33:11)

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O ímpio não teme as consequências porque, para ele, o único juiz que existe é a eficácia. Se o plano funciona, ele se sente justificado pela própria vitória.

Para o ímpio antropocêntrico, certo é o que dá certo e errado é o que falha. Ele não teme o juízo divino porque sua única divindade é a própria inteligência. 

Ele acredita que, se for meticuloso o suficiente para esconder os rastros ou forte o suficiente para esmagar a oposição, a realidade se curvará à sua vontade, ignorando o que o Salmo 94 descreve sobre aqueles que dizem que o Senhor não vê e o Deus de Jacó não percebe.

Somado a isso, existe a negação da causalidade espiritual. O ímpio acredita em uma física fechada, onde causa e efeito são puramente humanos e materiais. 


Planos de Vidro

Enquanto o crente sabe que existe uma justiça que clama da terra e que Deus governa sobre os planos dos homens, gerando uma coragem cautelosa, o ímpio enxerga a realidade como uma massa de modelar.

Ele crê que, se tiver mãos habilidosas e um plano bem feito, dará à realidade a forma que desejar. Sua coragem nasce da convicção de que não existe um fator extra.

Contudo, essa trajetória caminha para um despertar traumático. 

A Bíblia mostra que a coragem do ímpio dura apenas até o momento em que ele encontra algo que seu plano não previu: a soberania divina. 

No momento em que o plano considerado perfeito falha por uma intervenção do alto, o ímpio desmorona, pois sua única base era ele mesmo.

O ímpio vive o pesadelo de acreditar que é o único arquiteto, apenas para descobrir que era apenas um inquilino em um mundo que não lhe pertence. 

No fim, o ímpio tem a coragem de quem acha que é o autor da história, enquanto o crente tem a paz de quem sabe que é um personagem cuidado pelo verdadeiro Autor.