Em anos recentes, o Brasil apresentou taxas gerais de homicídio que oscilavam em torno de 21 mortes por 100 mil habitantes, um índice no qual a agressividade é projetada para fora, contra o próximo, manifestando-se no desrespeito à vida alheia. Em um paralelo estatístico trágico, a Coreia do Sul e o Japão apresentam taxas de suicídio que figuram entre as mais altas do mundo.
No Japão, o índice geral oscila em torno de 16 mortes por 100 mil habitantes, sendo 23 entre os homens e 10 entre as mulheres. Já na Coreia do Sul, o cenário é ainda mais extremo: a taxa geral frequentemente atinge o patamar de 29 mortes pelo mesmo grupo, impulsionada por um índice masculino de 41,8 e um feminino de 16,5.
Obs:Inicialmente, a China foi incluída neste post de forma genérica, sem números, mas baseada em dados antigos. Os números atuais divulgados pelo país estão próximos das taxas de suicídio no Brasil, mas há limitações no sistema de monitoramento chinês apontadas por órgãos internacionais. Vale lembrar que a cobertura e a qualidade desses dados podem evoluir com o passar dos anos.
A Plenitude de Cristo contra as Patologias das Nações
Quando essa estrutura de três pilares, Deus, o próximo e o eu, é quebrada, as nações adoecem em direções opostas. No Brasil, o choque com a mensagem cristã ocorre na falta de amor ao próximo, na qual a liberdade degenera em egoísmo e o "eu" atropela a vida alheia.
Já no modelo asiático dos países citados, o choque ocorre pela negligência de que o valor humano reside em ser criado à imagem de Deus, e não no cumprimento de expectativas sociais. Ao ignorar a paz interna que provém da reconciliação com o Pai, o indivíduo torna-se escravo de um sistema de honra e desempenho.
Sem a segurança da identidade em Cristo, o fracasso é visto como uma desonra absoluta, e a falta de uma esperança eterna faz com que a violência, antes contida pela disciplina social, imploda contra o próprio ser na forma de autoextermínio.
Um mundo que seguisse genuinamente a mensagem de Cristo seria uma síntese libertadora para ambos os extremos. No Leste Asiático, o efeito da Graça substituiria a cultura da vergonha, ensinando ao indivíduo que ele é amado independentemente de sua produtividade ou sucesso, o que esvaziaria o desespero interno.
No Brasil, o amor sacrificial transformaria a segurança pública de dentro para fora, pois a consciência da sacralidade da vida impediria a mão do criminoso antes mesmo da chegada da lei. O Evangelho é, assim, a mensagem da pacificação do ímpeto das multidões nas ruas e da restauração da dignidade daqueles que sofrem no isolamento de suas próprias consciências.
