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| Crédito Imagem: CC0 |
Jesus demonstrou que o maior perigo espiritual não é cometer um pecado visível, mas tornar-se alguém que não consegue mais ser sincero.
A falta de sinceridade cria uma patologia na alma que a Bíblia descreve como a cauterização da consciência, funcionando como uma cicatriz que perde a sensibilidade e não sente mais o toque da verdade.
Um erro manifesto é como uma ferida aberta que dói e clama por um médico, pois a pessoa sabe que está quebrada. Enquanto existe sinceridade, existe um diagnóstico e Deus pode trabalhar com o indivíduo que admite sua miséria.
Por outro lado, a insinceridade funciona como uma anestesia.
O hipócrita ("bom demais" e focado na autojustificação) ou o escarnecedor ("nada importa" e mergulhado no niilismo ou cinismo) criam uma narrativa onde estão sempre certos ou onde nada importa, não buscando a cura por não admitirem a doença.
Se a luz que alguém pensa possuir é, na verdade, treva. Essa escuridão se torna intransponível, pois a pessoa se perde dentro da sua própria certeza.
Sinceridade Brutal: A Porta Estreita da Restauração
O arrependimento exige uma sinceridade brutal e a disposição de mudar de mente. Ninguém muda sem primeiro admitir que estava enganado.
O ladrão arrependido na cruz foi sincero sobre sua maldade, reconhecendo que sua sentença era justa, enquanto o outro, preso ao cinismo, preferiu morrer atacando a Verdade a admitir a própria falência.
O perigo de não ser mais sincero é construir um labirinto onde o indivíduo se tranca por dentro e joga a chave fora, tornando-se imune ao amor divino, que exige vulnerabilidade.
A verdade de quem somos, por pior que pareça, é o único lugar onde Deus consegue nos encontrar e iniciar uma restauração real.
