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| Crédito Imagem: CC0 |
Deus, em Seu amor e misericórdia, reservou sinais para que a Igreja permanecesse vigilante e não fosse pega totalmente desprevenida nos dias finais.
Dessa providência nasce uma distinção soberana entre os que buscam discernimento e os que permanecem na cegueira espiritual, que fica clara nas palavras entregues ao profeta Daniel:
"Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim. Muitos serão purificados, e embranquecidos, e provados; mas os ímpios procederão impiamente, e nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão" (Daniel 12:9-10).
O alerta bíblico, contudo, não reside em um evento isolado, mas na convergência de extremos sem precedentes, conforme as perturbações na criação descritas em Lucas 21, onde Jesus aponta o abalo da natureza como um sinal precursor do fim. Conectada a esse alerta está a frequência e a intensidade com que os recordes de calor e a volatilidade climática se "atropelam" hoje, revelando marcas históricas e inéditas que dão forma visível ao que foi profetizado.
Recentemente, o mundo atingiu máximas de calor que pulverizaram décadas de registros, apenas para, em seguida, ser confrontado com tempestades de neve colossais, que rompem marcas estabelecidas no hemisfério norte há muitas décadas.
Esses sinais não foram dados como explicação ou aviso ao mundo, mas como linguagem espiritual. Para o mundo, tais fenômenos podem ser compreendidos como anomalias estatísticas ou ciclos naturais, explicados pela ciência que busca entender os mecanismos da natureza. Para o cristão que cultiva o discernimento, essa mesma sucessão de recordes também carrega um significado profético: é o cumprimento das instruções de prontidão dadas por Deus.
Em Jó 38:22-23, temos: 'Acaso entraste nos tesouros da neve e viste os tesouros do granizo, que eu retenho para o tempo da angústia, para o dia da peleja e da guerra?'
Note que a passagem não foca meramente no frio, mas nos 'tesouros' (estoques) de neve acumulados. Ao mencionar que retém a neve para o 'dia da peleja e da guerra' (Jó 38:23), a Escritura revela que essa manifestação da natureza está incluída nos sinais escatológicos de confronto com as nações, exortando-nos a vigiar.
Da Natureza aos Rumores de Guerra
Esses e outros sinais juntos constituem um aviso específico para o Corpo de Cristo, sinalizando não o fim imediato, mas o dever de prontidão, atendendo ao chamado de 1 Tessalonicenses 5:6: "Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos e sejamos sóbrios".
O próprio Senhor Jesus exortou sobre a necessidade de prontidão em Mateus 24:6: "E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis".
Hoje, vivemos o reflexo dessas palavras em um cenário de profundas dissensões entre as nações, onde o conflito se manifesta na polarização e na instabilidade global.
No entanto, Jesus antevê esse cenário para que o rumor não se torne um laço, mas um lembrete de que o controle permanece em Suas mãos.
Assim, para a Igreja, essa informação não é um dado científico para debate, mas um sinal para vigiar. Entendemos que o tempo da angústia já começou a se desvelar, convocando-nos a ajustar as nossas lâmpadas antes que o Dia nos surpreenda.
