A Ética do Historiador

 

Portão da cidade velha de jerusalém Crédito imagem: Creative Commons.

O método histórico não tem a função de confirmar causas sobrenaturais, mas sim de avaliar a confiabilidade dos relatos preservados.

Ele opera examinando a proximidade das fontes, sua coerência interna, a convergência entre testemunhas, o contexto cultural e a estabilidade da tradição. Quando um conjunto de relatos satisfaz esses critérios, o historiador pode reconhecer que o testemunho possui alta credibilidade, ainda que descreva acontecimentos extraordinários.

A tarefa do historiador é apresentar com rigor o que as fontes afirmam, sem validar ou negar a natureza sobrenatural dos eventos. A interpretação final pertence ao leitor, que decide como compreender um relato bem estabelecido.

Quando o historiador abandona essa postura técnica e passa a emitir juízos baseados em convicções pessoais, incorre em erro metodológico. Nesse ponto, deixa de exercer a crítica das fontes com imparcialidade e compromete a credibilidade de sua análise.