Na história humana, não há paralelo com Jesus, não existem relatos históricos testemunhais com grandes sinais atribuídos a outros homens como os relatos referentes a Jesus, nem mesmo em documentos de outras religiões, assim, não há nada rivalizando com a história de Cristo trazendo à tona tal evento como algo banal e factível a qualquer grupo.
Falhas de raciocínio.
Boa parte da Academia de História até assume que o homem Jesus existiu, isto é, o homem que deu origem à "lenda", mas não o Jesus relatado nos documentos históricos judaico-cristãos que integram a Bíblia.
Essa negativa é baseada numa distorção de nossas próprias experiências pessoais. Basicamente, a parte dos milagres de Jesus é tida como lenda utilizando os seguintes argumentos:
a-) Relato transmite coisas absurdas, que não vemos acontecer.
b-) A ciência não corrobora com os feitos de Jesus.
Analisando os argumentos.
Os dois itens acima são falhas de raciocínio, ora, se Jesus é único, é porque só ele, obviamente, fez eventos que o colocaram dessa forma.
Não se pode dizer que algo inédito não ocorreu baseado na impossibilidade de sermos onipresentes, ou seja, de estarmos lá nós mesmos no passado observando o momento do fato. Lidamos com o passado recebendo informações da época, como não vivemos na época de Jesus, iremos nos basear nos documentos dos povos que viveram antes de nós, esta é uma lei do conhecimento.
O argumento de que a ciência não corrobora com Jesus é errôneo, pois essa negativa é baseada no conhecimento que temos de um homem normal envolvido em situações normais, porém os relatos históricos mostram que Jesus, que não era um simples homem, fez coisas claramente sobrenaturais, impossíveis para um ser humano normal!
Será?
Se acreditássemos só nas coisas que nós mesmos vimos, não acreditaríamos na maioria das coisas que cremos.
De quem é a missão de propagar o conhecimento?
É missão dos próprios homens registrar e informar os outros sobre os acontecimentos que testemunharam. Embora a Bíblia afirme explicitamente que os autores escreveram sob a inspiração do Espírito Santo, isso não anula a natureza humana do registro, nem blinda o texto contra o escrutínio.
Pelo contrário: o fato de ter sido escrito por homens dentro de um processo natural de transmissão do conhecimento é o que permitia que os contemporâneos questionassem os relatos. Se as informações fossem mentirosas, as testemunhas oculares da época poderiam facilmente desmentir os fatos. Portanto, é ilógico ver a autoria humana como um ponto negativo; ela é a base que permitiu que o conhecimento fosse estabelecido, testado e perpetuado.
Segundo alguns céticos, imitar Jesus é algo banal, basta sair por aí dizendo que é enviado de Deus como faz o inri cristo e outros vários homens que surgiram, surgem e surgirão.
A verdade é que se alguém tentar de fato imitar Jesus, com tudo que implica a sua história (seus sinais sobrenaturais e suas testemunhas), esse individuo logo seria chamado de louco por inventar coisas da própria cabeça, pois ninguém acreditaria na sua história sem as testemunhas, e as testemunhas, aliás, servem justamente para isso: separar conhecimento estabelecido de invenções ou mentiras.
Por exemplo, não vemos os seguidores do "Inri cristo brasileiro" (aquele que afirma ser nova encarnação de Jesus Cristo) falar que o viram fazendo coisas semelhantes a andar sobre as águas, multiplicar alimentos, ressuscitar pessoas etc. Isso não ocorre porque uma invenção não resiste ao coletivo, a mentira em um conluio coletivo é facilmente detectada.
Os céticos mais fervorosos geralmente alegam que os povos daquela época seriam pessoas primitivas sem o conhecimento cientifico de hoje e que por isso agiriam de forma quase que irracional, desse modo, não deveríamos levá-los a sério, mas isso não condiz com os fatos!
É só olhar para os grandes pensadores e filósofos gregos antigos que viveram antes de Cristo — responsáveis por criar e aperfeiçoar os sistemas de lógica e silogismo que usamos até hoje — e ler também sobre os feitos da engenharia antiga, que demandavam grande inteligência com pouco recurso.
Os antigos do tempo de Jesus sabiam muito bem que era impossível morrer e depois aparecer vivo. A ressurreição é algo chocante em qualquer época (atemporal), tanto hoje quanto há dois, três ou quatro mil anos. As pessoas não eram seres generalizadamente obtusos; questões básicas da vida já eram conhecidas e muitas das teses filosóficas antigas geraram as bases sobre as quais os filósofos modernos se debruçam até hoje
Conclusão.
A história de Jesus respeita as leis utilizadas para a composição do conhecimento que estão presentes em nosso cotidiano, além disso é impossível imitá-la, portanto, é racional crer em Jesus Cristo e nos seus milagres.
