Eu Queria Acreditar Em Deus, Mas...(Romanos 1:18-22)

Teia de aranha coberta por gotas de orvalho ao amanhecer, iluminada pela luz dourada do sol e destacada sobre um fundo desfocado.
Até uma "simples" teia aponta para uma sabedoria maior do que ela mesma. Crédito Imagem: CC0

A realidade de Deus é manifesta a todos por meio da criação, pois os Seus atributos invisíveis, o Seu eterno poder e a Sua divindade são claramente percebidos através de tudo o que foi feito desde o princípio do mundo, tornando o ser humano indesculpável:

¹⁸ Pois a ira de Deus é revelada do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade pela injustiça;

¹⁹ porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.

²⁰ Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;

²¹ porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, tornaram-se nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.

²² Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.

Romanos 1:18-22

O universo funciona como um testemunho contínuo da mente do Criador, visto que os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das Suas mãos, comunicando essa realidade a toda a terra sem precisar de palavras audíveis (Salmo 19:1-4). 

Deus jamais deixou de dar testemunho de Si mesmo perante a humanidade, demonstrando Sua presença nas bênçãos cotidianas e na própria ordem natural (Atos 14:17). A recusa em reconhecer essas evidências não é encarada como mera perplexidade intelectual neutra.

O texto bíblico não acolhe como atenuante a alegação de engano ou de ignorância: ela é tratada como parte da própria recusa, e não como uma desculpa que livre o homem da responsabilidade.

Assim, segundo as Escrituras, o motivo da recusa é moral, não intelectual: reconhecer o Criador implica reconhecer-se criatura, e o orgulho não aceita abrir mão da autonomia para se submeter à autoridade de Deus. Logo, “não há evidências” é, na Bíblia, um pretexto da autonomia, e não uma limitação da criação.