Ondas gravitacionais após o suposto Big Bang contradizem a Bíblia?

Telescópio no Polo Sul. 
Imagem Crédito: Keith Vanderlinde/National Science Foundation


Descoberta recente

A descoberta (*Que ainda necessita de confirmações pelos pares) destas pequenas ondulações de energia, que seriam imperceptíveis para o olho humano, demonstraria a teoria do "período inflacionário" apresentada em 1980 pelo físico teórico Alan Guth, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.
O chamado "período inflacionário" seria um breve lapso de tempo durante o qual o universo multiplicou milhares de vezes seu tamanho, passando de menor que um átomo até as dimensões de uma bola de futebol. Essa teoria dependia de achar as ondas gravitacionais geradas ao iniciar esse período de expansão depois do Big Bang, há 13,8 milhões de anos. Segundo a teoria, o "período inflacionário" ou de expansão se produziu no primeiro instante de vida do universo.
Teoria da relatividade. 
As ondas gravitacionais, previstas por Albert Einstein com a teoria da relatividade para explicar a gravidade, mas de cuja existência não se tinham provas, foram descobertas pelo Telescópio BICEP (Background Imaging of Cosmic Extragalactic Polarization), instalado no Polo Sul. Esse telescópio estuda a radiação cósmica de fundo (CMB), os ecos que ainda nos chegam do Big Bang.
Segundo a Nature, o BICEP2 capturou uma instantânea dessas minúsculas ondulações no tecido do espaço-tempo produzidas pelo Big Bang na CMB.
O fato de que o "período inflacionário", um fenômeno quântico, produz ondas gravitacionais "demonstra que a gravidade tem uma natureza quântica como outras forças fundamentais conhecidas da natureza", destaca a publicação.
Segundo Kovac, as consequências mais importantes da descoberta das ondas gravitacionais, que se apresentará em breve ao escrutínio da comunidade científica, são para a teoria da inflação do Universo e para "a condição quântica da gravidade".
Evidência contra ou a favor da Biblia?
Opinião de Leslie A. Wickman, especial para CNN:
(CNN) A descoberta notável anunciada esta semana, de ondulações no tecido do espaço-tempo do universo abalou o mundo da ciência - e o mundo da religião.
Anunciada como evidência para a inflação (uma expansão mais rápida que a do-velocidade-de-luz do nosso universo), a nova descoberta de vestígios de ondas de gravidade afirma conceitos científicos nos campos da cosmologia, relatividade geral e da física de partículas.
A nova descoberta também tem implicações significativas para a visão de mundo judaico-cristã, oferecendo um forte apoio para as crenças bíblicas.
Veja como.
A teoria predominante de origens cósmicas antes da teoria do Big Bang foi o "estado estacionário"(*especulação defendida inclusive por Carl Sagan), que argumentava que o universo sempre existiu, sem começo que exigiu uma causa.
No entanto, esta nova evidência sugere fortemente que houve um início de nosso universo.
Se o universo, de fato, teve um começo, pela simples lógica de causa e efeito, tinha que ser um agente - separado e além do efeito - que causou.
Isso soa muito com Gênesis 1:1-: "No princípio Deus criou os céus e a terra."
Portanto, esta última descoberta apenas corrobora os textos bíblicos, já que adiciona suporte científico para a ideia de que o universo foi causado - ou criado - por algo ou alguém fora dele e não dependente dele.
Fred Hoyle, o astrônomo ateu que virou agnóstico, e que cunhou o termo "Big Bang", declarou: "A interpretação de senso comum dos fatos sugere que um super intelecto brincou com a física."
Como Hoyle percebeu, o Big Bang não foi uma explosão caótica, mas sim um evento muito altamente ordenado - um que não poderia ter ocorrido por acaso.
Precisamos também lembrar que Deus se revela tanto através de Escritura, como da criação. O desafio está em ver como se encaixam. Uma melhor compreensão de cada um pode informar a nossa compreensão do outro.
Não se trata apenas de rachar a Bíblia e ler tudo o que encontrar lá a partir de uma perspectiva americana do século 21. Temos que estudar o contexto, a cultura, o gênero, a autoria e o público original para entender a intenção.
A mensagem da criação em Gênesis nos diz que Deus criou um lugar especial para que os seres humanos pudessem viver, prosperar e estarem em comunhão com Ele, e que Deus quer um relacionamento conosco, e faz provisões para que tenhamos comunhão com ele, mesmo depois de se afastar dele.
Então, sabemos que o Genesis nunca foi destinado a ser um manual científico detalhado, descrevendo como Deus criou o universo. Ele traz uma mensagem teológica, não científica (*a mensagem é histórica e consequentemente teológica, não é cientifica, porque ciência é desenvolvimento humano, mas não tem inverdades cientificas)
(Imagine como mensagens sobre ondas de gravidade e matéria escura poderiam ser confusas para os leitores hebreus antigos.)
Como crente e cientista, quando olho para o céu em uma noite clara estrelada, lembro-me que "os céus declaram a glória de Deus" (Salmo 19:1). Estou admirando a complexidade do mundo físico, e como todas as suas peças se encaixam tão perfeitamente e de forma sinérgica.
No livro do Antigo Testamento de Jeremias, o escritor nos diz que Deus "(sua) aliança com o dia e a noite estabelecida, e com as leis fixas dos céus e da terra."
Essas leis físicas estabelecidas por Deus para governar as interações entre matéria e energia resulta em um universo bem afinado que fornece as condições ideais para a vida em nosso planeta.
Ao observar a complexidade do cosmos, a partir de partículas subatômicas a matéria escura e energia escura, rapidamente concluímos que deve haver uma explicação mais satisfatória do que acaso. Devidamente praticada, a ciência pode ser um ato de adoração em olhar para a revelação de Deus contida na natureza.
Se Deus é verdadeiramente o criador, então ele irá revelar-se através do que criou, e a ciência é também uma ferramenta que podemos atentar a essas maravilhas.
Leslie Wickman é diretora do Centro de Investigação em Ciências da Universidade Azusa Pacific. Wickman também foi engenheira da Lockheed Martin Missiles & Space, onde trabalhou em programas do Telescópio Espacial Hubble e na Estação Espacial Internacional da NASA. As opiniões expressas nesta coluna pertencem a Wickman.
*Nota:NarrativaBiblica

Conclusão:

A Escritura Sagrada diverge de especulações contidas no big bang, que são produtos da imaginação humana, como os bilhões de anos, forma de criação dos planetas (com Deus sendo descartado do modelo, já que nega-se o relato histórico de Genesis) etc. Mas o sinal reivindicado como evidencia do modelo inflacionário, energia causada pela deformação do espaço tempo, não vai contra a bíblia, pois mesmo que as Escrituras não estejam numa linguagem cientifica moderna (o que seria até ilógico), temos menções a um tipo de expansão do Universo, causada por Deus:

"Ele fez a terra com o seu poder, e ordenou o mundo com a sua sabedoria, e estendeu os céus com o seu entendimento." Jeremias 51:15

Em diversos versículos podemos ver menções a uma expansão do Universo, essas ondas de gravidade detectadas podem ter sido causadas pelo mecanismo provenientes de Deus na criação,  ou por outro mecanismo físico natural desconhecido, isso não prova todas as especulações contidas no big bang. 

O fato é que o Universo teve um inicio, e as Escrituras já falavam isso há milhares de anos.

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