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| Crédito Imagem: CC0 |
Muita gente torce o nariz quando se depara com esse mandamento de Jesus, mas calma...
Amar os inimigos é o reconhecimento pleno dos atributos de Deus.
Ao entendermos que ele detém o controle absoluto de todas as circunstâncias, somos capacitados a abandonar o rancor e a vingança pessoal.
Afinal, se estamos em Cristo, descansamos na promessa de que todas as coisas cooperam para o nosso bem.No entanto, é preciso maturidade para entender que desejar o bem e perdoar não exige, necessariamente, manter convivência próxima ou intimidade.
As Escrituras nos orientam, em diversos momentos, a buscar o afastamento preventivo em prol da nossa proteção e saúde espiritual.
Diante da hostilidade ou falsidade, nosso dever é a misericórdia, e não o escárnio. Jesus nos convoca à oração por aqueles que precisam de regeneração, sabendo que nenhum mal planejado prevalece contra os propósitos divinos; pelo contrário, o tiro costuma sair pela culatra.
De forma paradoxal, o inimigo acaba tornando-se um "amigo indireto": suas ações, embora intencionem o mal, tornam-se ferramentas de Deus para o nosso amadurecimento.
Portanto, o foco não é a desforra, e sim a confiança inabalável naquele que exerce a justiça perfeita.
Deus é soberano → então o inimigo não tem a palavra final
Deus é justo → então não preciso me vingar
Deus é bom → então nada que me acontece escapa do Seu cuidado
Deus é sábio → então até o mal é redirecionado para o bem
Deus é fiel → então posso descansar
Com Deus, vira um ato de confiança.
