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| Crédito Imagem: Creative Commons |
Dentro do entendimento que correlaciona a figueira ao renascimento de Israel em 1948, surge o debate sobre o limite temporal do termo geração e a dificuldade de se estabelecer um número fixo.
Uma das principais complexidades reside no fato de que o Salmo 90:10 descreve os 80 anos como uma observação sobre a disposição e o limite biológico humano, e não como a fixação de uma unidade geracional profética. O texto parece tratar da vulnerabilidade da nossa natureza física e do esgotamento das forças ao longo do tempo, em vez de estabelecer uma métrica rígida para cálculos escatológicos. Assim, o uso de um 'cronômetro matemático' sobre esses anos desvirtua o sentido original de brevidade da vida, levando a equívocos sobre a soberania divina no tempo.Por outro lado, existe a interpretação da geração como um número aberto, defendendo que a profecia não se prende a um cálculo de anos exatos, mas à existência física de testemunhas oculares do sinal.
Nesta visão, a geração só passaria quando a última pessoa que testemunhou o florescer de Israel viesse a falecer. Essa abordagem soluciona a rigidez do número fixo, permitindo que a janela profética permaneça aberta enquanto houver um remanescente vivo daquele marco histórico, mantendo o vigor da profecia sem cair na armadilha de fixar um ano específico no calendário, mas reforçando que o tempo de tal geração é a fase final das nações.
A Iminência do Arrebatamento
Destaque-se que essa discussão sobre o teto máximo da geração não anula a doutrina da iminência; o arrebatamento pode ocorrer a qualquer momento, independentemente de a geração estar no seu início ou no seu limite final.
O arrebatamento é visto como um evento distinto da segunda vinda em glória, conforme descrito em 1 Tessalonicenses 4:16-17:
"Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor."No contexto dos sinais de proximidade, o teto da geração serve como uma baliza para os eventos da Grande Tribulação e do retorno messiânico. Porém, a interpretação pré-tribulacionista trabalha com a ideia de que, se a moldura da geração está se fechando, o evento do arrebatamento torna-se ainda mais urgente, devendo preceder o desenrolar dos juízos finais.
Assim, o limite da geração não deve ser utilizado para impor o ano do arrebatamento, mas para confirmar que o cenário profético está maduro para o cumprimento de todas as coisas.
