Culto ou veneração de relíquias é certo?

Arca da Igreja Católica Romana que abrigava o sudário de 
Oviedo, suposto lenço que cobriu o rosto de Jesus,após ser retirado da cruz.
Crédito Imagem: Wikimedia Commons

Dificilmente alguma relíquia ligada a Jesus, como o sudário, letreiro da cruz, entre outros apetrechos, serão verdadeiros,  pois essa veneração não era algo visto na vida dos primeiros cristãos, documentados no Novo Testamento. A guarda de relíquias não é vista, nem mencionada no Novo Testamento, e não foi incentivada pelos autores, é uma prática posterior, depois do fim da geração de apóstolos.  

Nas Atas do Martírio de S. Policarpo  de Esmirna, na metade do segundo século, temos a prova  que essa prática já estava sendo usada, mas isso serve de exemplo para venerarmos essas relíquias também?

Indícios de que distorções estavam prestes a explodir, já podiam ser vistas nas várias chamadas de Paulo em suas epístolas, e nas cartas as sete igrejas da Ásia, como o relato de práticas erradas dentro da igreja.


As Escrituras divinamente inspiradas estão no Novo Testamento, estes são os documentos inspirados, tentar juntar documentos fora do cânon, como cartas de gerações posteriores, e incluir isso dentro do sistema de doutrina é errado.

 Pegar exemplos de comportamentos estranhos de cristãos, ainda que também antigos,  e dar o mesmo valor dos ensinamentos vistos na Bíblia, é uma das grande causas de distorções geradas ao longo do tempo.

Se essa guarda de objetos fosse útil e de importância para a fé, para que as pessoas no futuro cressem, haveriam relatos dos apóstolos guardando um monte de objetos de Jesus e de seus companheiros mortos, teria melhor oportunidade que essa para guardar relíquias para a posteridade?

 Claro que não,  e não há qualquer registro disso nem nos documentos sinópticos nem nas epístolas, pelo contrário, em João 20:30-31 é informado que o que importava eram os relatos dos sinais, e que o conteúdo dos documentos foram escritos com tudo que tinha de importante para a fé, para que creiais que Jesus é o Cristo.


Conclusão: (conclusão final editada de comentário de Joilson Albino)

É melhor se basear no Novo Testamento, cujas mensagens foram preservadas do que venerar essas supostas relíquias, prática que não se sabe como começou, e que provavelmente ocorrem com objetos falsos, já que os apóstolos certamente não tinham esse hábito.

Tenha os dois pés atrás quanto a isto.

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