A Autorrevelação de Deus como Fundamento da Fé (Êxodo 34:6)

Monte Sinai - Crédito Imagem: Góra Synaj

Em um mundo de "verdades relativas" e "valores passageiros", onde podemos ancorar nossa esperança com segurança? Existe um limite em que a lógica humana precisa de um fundamento que não venha de si mesma, mas de uma voz que tenha autoridade para definir a própria realidade.

A exaltação divina é o modo pelo qual Deus revela e preserva sua própria glória. Ele exalta a si mesmo porque a sua natureza perfeita e única exige que toda verdade e justiça sejam centradas nele. Assim, a autoexaltação de Deus é a afirmação da Verdade absoluta e o fundamento da fé humana.

Como fonte primordial de Justiça e Bondade, seguir a Ele é o objetivo mais elevado das criaturas. A exaltação divina orienta a adoração humana, conduzindo o coração à sua origem. Em Apocalipse 1:8, declara-se o Alfa e o Ômega; em Êxodo 34:6-7, revela-se misericordioso, compassivo e fiel.

Essa mesma autoridade ecoa nas palavras de Jesus, que ao revelar sua unidade com o Pai, declara: "Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas" (João 8:12) e, de forma ainda mais absoluta, afirma: "Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim" (João 14:6).

Essa autorrevelação permite ao ser humano compreender a magnitude do Criador. Ao comunicar poder, sabedoria e santidade, Deus oferece base sólida para a fé, mostrando que suas promessas são garantidas por sua essência infalível. Sua soberania estabelece que toda vida depende inteiramente de sua vontade.

Como Legislador Supremo, Ele institui mandamentos que não apenas exercem autoridade, mas guiam e protegem, refletindo o cuidado de um Pai que deseja o bem de Seus filhos. 

Por fim, a exaltação de seus atributos manifesta o ápice do amor e da graça: ao revelar-se como Salvador e Redentor, Deus busca restaurar a humanidade e manter uma aliança eterna fundamentada em Sua fidelidade inabalável.

Exaltar a Deus é reconhecer que toda existência encontra sentido apenas n’Ele.