Alinhamento do Pedido (João 16:23-24)

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Durante Seus últimos momentos com os discípulos no Cenáculo, antes da crucificação, Jesus faz um convite à maturidade espiritual.

Em João 16:23-24, Ele antecipa um novo tempo em que os discípulos não mais lhe fariam perguntas diretas, mas deveriam dirigir seus pedidos ao Pai, utilizando a autoridade de Seu nome.

Pedir em nome de Jesus significa agir com a autoridade de quem representa os Seus interesses na terra. O nome de Cristo é uma procuração espiritual que exige alinhamento com Seu caráter.

Essa liberdade não deve ser confundida com capricho humano: a promessa não é de atender qualquer desejo, mas de cumprir os pedidos que refletem a vontade e o propósito do Pai. Quem está unido a Cristo naturalmente deseja aquilo que glorifica a Deus.

Para que esse alinhamento seja real, a consagração é essencial. Consagrar-se significa separar a vida para Deus, entregando pensamentos, escolhas e ações ao Seu senhorio. É um processo contínuo de renúncia ao ego e de busca pela santidade, no qual o discípulo aprende a discernir o que agrada ao Pai. A consagração molda o coração e afina a vontade humana com a divina, tornando a oração não apenas um pedido, mas uma expressão de comunhão e missão.

Isso significa que nossas orações devem refletir não apenas nossas necessidades pessoais, mas também o desejo de ver o Reino de Deus avançar. A verdadeira alegria prometida em João 16:24 nasce da experiência de ver o poder divino agir através de nossas súplicas para cumprir propósitos eternos.

Orar em nome de Jesus é transformar a oração em serviço, a comunhão em estilo de vida, e cada pedido em expressão de missão.

No fim, o acesso direto ao Pai não garante apenas respostas, mas a certeza de que cada oração feita em nome de Jesus carrega o poder de sustentar, transformar e alegrar o coração do discípulo.

Orar em nome de Cristo é viver em missão, com alegria completa e confiança inabalável no Pai.