O Refúgio nas Sombras Conscientes (Mateus 5:7)

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A distinção entre caminhar com Cristo e apenas conhecer a Palavra não reside no volume de informações acumuladas, mas na recusa em permitir uma transformação real.

As Escrituras revelam que até os seres das trevas reconheciam a identidade de Jesus sem, contudo, submeterem-se ao Seu senhorio, buscando distância da Sua presença para preservarem sua autonomia. 

Da mesma forma, muitos seres humanos também agem assim: reconhecem a autoridade das Escrituras, mas mantêm o distanciamento.

Essa resistência nasce da preservação da própria vontade e do receio de enfrentar as renúncias que a proximidade com o sagrado exige. 

Nesse contexto, o conhecimento da verdade torna-se uma responsabilidade pesada: ter plena consciência do caminho e, ainda assim, não percorrê-lo, gera uma prestação de contas muito maior perante o Criador.

Afinal, a exposição à luz exige o abandono de velhos costumes, levando o indivíduo a escolher, por vezes, o refúgio nessas sombras conscientes, onde suas ações não precisam ser confrontadas pela verdade que já conhecem.

Mas essas sombras, ainda que ofereçam a ilusão de autonomia, jamais produzem descanso. A verdadeira paz, superior a qualquer controle que tentamos manter, nasce quando nos rendemos ao Eterno e permitimos que Sua luz conduza nossos passos.